7. O Próprio dos Santos

Aqui serve a mesma explicação dada anteriormente sobre o Próprio do Tempo. No próprio dos Santos encontramos as partes (hinos, leituras, responsórios, orações etc) que serão usadas nas celebrações próprias de cada santo inscrito do Calendário Romano Geral.

As celebrações dos santos se dividem em Solenidades, Festas e Memórias. As memórias são obrigatórias ou facultativas. Quando a memória é obrigatória, abaixo do título do santo aparece grafado de vermelho a indicação “Memória”. Quando a memória é facultativa nada é indicado, mas aqueles que quiserem celebrá-la por qualquer motivo podem fazê-lo.

As memórias que ocorrem em dias ou tempos privilegiados, ou seja, que tenham precedência por motivo de importância, não são celebradas. Por isso, as memórias dos santos que caem no Domingo, por exemplo, são omitidas, a não ser que seja o padroeiro do lugar. Para orientar melhor o fiel, os Livros de oração trazem uma tabela que mostra a precedência entre os dias litúrgicos, que devem ser sempre observados.

Muitas dúvidas surgem na hora de celebrar corretamente um Santo, pois em determinados casos se exige uma maior alternância de páginas, por isso não há como fugir da leitura da Instrução Geral. A regra básica é observar sempre, na celebração dos Santos, aquilo que vem indicado no Próprio dos Santos. Segue outras observações importantes retiradas da Instrução Geral, n. 218-240, com adaptações nossas:

Solenidades

  • Em todas as horas observar tudo que está indicado no Próprio do Tempo;
  • Os salmos das Laudes são os do domingo I do Saltério;
  • Nas Completas, diz-se tudo do domingo, respectivamente depois das primeiras ou das segundas Vésperas. Ou seja, no dia anterior à Solenidade rezamos as completas de sábado e no dia da solenidade as completas de Domingo.

 

Festas 

  • No Ofício das Leituras, Laudes e Vésperas, faz-se tudo como nas solenidades.
  • Na Hora Média, diz-se o hino do dia comum. Os salmos com suas antífonas também são do dia de semana, a não ser que um motivo particular ou a tradição exija, para a Hora Média, antífona própria que irá indicado no respectivo lugar. A leitura breve e a oração são próprias.
  • As Completas dizem-se como nos dias comuns.

 

Memórias

a ) Memórias ocorrentes nos dias comuns 

  • No Ofício das Leituras, Laudes e Vésperas:
  • os salmos com suas antífonas dizem-se do dia de semana corrente, salvo no caso de haver antífonas ou salmos próprios, o que em seu lugar irá indicado;
  • a antífona do Invitatório, o hino, a leitura breve, as antífonas de Benedictus e Magnificat e as preces dizem-se do Santo, quando forem próprios (quando forem indicados no Próprio dos Santos); caso contrário, dizem-se ou do Comum ou do dia de semana corrente;
  • a oração conclusiva diz-se do Santo;
  • no Ofício das Leituras, a leitura bíblica com seu responsório é da Escritura corrente. A segunda leitura é hagiográfica, com responsório próprio ou do Comum. Na falta da leitura própria, diz-se a leitura patrística do dia corrente. Não se diz o hino Te Deum.
  • Na Hora Média, ou Oração das Nove, das Doze e das Quinze Horas, e nas Completas, reza-se tudo do dia de semana, e nada do Santo.

 

b ) Memórias ocorrentes nos tempos privilegiados 

  • Aos domingos, nas solenidades e festas, na Quarta–feira de Cinzas, durante a Semana Santa e oitava da Páscoa, não se faz nada das memórias correntes.
  • Nos dias de semana de 17 a 24 de Dezembro inclusive, durante a oitava do Natal e nos dias de semana da Quaresma, não se celebra nenhuma memória obrigatória, nem sequer nos calendários particulares. As que eventualmente ocorrerem durante o tempo da Quaresma consideram-se, nesse ano, memórias facultativas

 

c) Memória de Santa Maria no sábado

  • Nos sábados do Tempo Comum, em que são permitidas as memórias facultativas, pode celebrar-se, com o mesmo rito, a memória, igualmente facultativa, de Santa Maria, com a leitura própria.

 

Uma inscrição que vem no Próprio dos Santos tem confundido muitas pessoas que usam o livro para rezar. Lá está indicado, por exemplo, “Do comum de um mártir, p. 1603, exceto o seguinte:”. Explico: essa indicação serve apenas quando o santo a ser celebrado é o Padroeiro do lugar, pois sua celebração é elevada na “tabela de precedência” e é facultado o uso de textos do Comum dos Santos. Nas memórias normais devemos usar somente os textos que estão no Próprio dos Santos. Todo o resto da celebração é do dia de semana corrente.

 

Posts Anteriores:

1. Estrutura dos Livros da “Liturgia das Horas” e da “Oração das Horas”

2. Diferença entre as edições do Ofício Divino

3. As diferentes partes que compõem a Liturgia das Horas

4. O “Próprio do Tempo”

5. O Ordinário da Liturgia das Horas

6. O Saltério

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