Vigílias

 

V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 
R. Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

 

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:

Chegamos ao meio da noite.

Profética voz nos chamou

e exorta a cantarmos felizes

de Deus Pai e Filho o louvor,

 

que unidos no Espírito da Vida,

são perfeita e santa Trindade,

igual numa só natureza,

à qual honra, amor, majestade!

 

Recorda esta hora o terror

de quando, nas terras do Egito,

um anjo matou primogênitos,

deixando o país todo aflito.

 

Mas traz salvação para os justos

na hora que Deus decretou.

As casas marcadas com sangue

o anjo da morte poupou.

 

O Egito chorou os seus filhos,

porém Israel se alegrou.

O sangue do puro cordeiro

aos seus protegeu e salvou.

 

Nós somos o novo Israel,

e em vós, ó Senhor, exultamos.

Com sangue de Cristo marcados,

do mal os ardis desprezamos.

 

Deus santo, fazei-nos ser dignos

da glória do mundo que vem.

Possamos cantar vossa glória

no céu para sempre. Amém.

 

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:

 Salve o dia que é glória dos dias,

feliz dia, de Cristo vitória,

dia pleno de eterna alegria,

o primeiro.

 

Luz divina brilhou para os cegos;

nela o Cristo triunfa do inferno,

vence a morte, reconciliando

terra e céus.

 

A sentença eterna do Rei

tudo sob o pecado encerou,

para que na fraqueza brilhasse

maior graça.

 

O poder e a ciência de Deus

misturaram rigor e clemência,

quando o mundo já estava caindo

nos abismos.

 

Surge livre do Reino da morte

quem o gênero humano restaura,

reconduz em seus ombros a ovelha

ao redil.

 

Reine a paz entre os anjos e os homens,

e no mundo a total plenitude.

Ao Senhor triunfante convém

toda a glória.

 

Mãe Igreja, tua voz faça coro

à harmonia da pátria celeste.

Cantem hoje Aleluias de glória

os fiéis.

 

Triunfando do império da morte,

triunfal alegria gozemos.

Paz na terra e nos céus alegria.

Assim seja.

 

Salmodia

 

Ant. 1 Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!

De majestade e esplendor vos revestis,

e de luz vos envolveis como num manto! Aleluia.

 

Salmo 103(104)

 

Hino a Deus Criador

Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é

novo (2Cor 5,17).

 

I

1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor! *

Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!

2 De majestade e esplendor vos revestis *

e de luz vos envolveis como num manto.

 

3 Estendeis qual uma tenda o firmamento, *

construís vosso palácio sobre as águas;

– das nuvens vós fazeis o vosso carro, *

do vento caminhais por sobre as asas;

4 dos ventos fazeis vossos mensageiros, *

do fogo e chama fazeis vossos servidores.

 

5 A terra vós firmastes em suas bases, *

ficará firme pelos séculos sem fim;

6 os mares a cobriam como um manto, *

e as águas envolviam as montanhas.

 

7 Ante a vossa ameaça elas fugiram, *

e tremeram ao ouvir vosso trovão;

8 saltaram montes e desceram pelos vales *

ao lugar que destinastes para elas;

9 elas não passam dos limites que fixastes, *

e não voltam a cobrir de novo a terra.

 

10 Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes *

que passam serpeando entre as montanhas;

11 dão de beber aos animais todos do campo, *

e os da selva nelas matam sua sede;

12 às suas margens vêm morar os passarinhos, *

entre os ramos eles erguem o seu canto.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!

De majestade e esplendor vos revestis,

e de luz vos envolveis como num manto! Aleluia.

 

Ant. 2 O Senhor tira da terra o alimento

e o vinho que alegra o coração. Aleluia.

 

II

13 De vossa casa as montanhas irrigais, *

com vossos frutos saciais a terra inteira;

14 fazeis crescer os verdes pastos para o gado *

e as plantas que são úteis para o homem;

 

15 para da terra extrair o seu sustento *

e o vinho que alegra o coração,

– o óleo que ilumina a sua face *

e o pão que revigora suas forças.

 

16 As árvores do Senhor são bem viçosas *

e os cedros que no Líbano plantou;

17 as aves ali fazem os seus ninhos *

e a cegonha faz a casa em suas copas;

18 os altos montes são refúgio dos cabritos, *

os rochedos são abrigo das marmotas.

 

19 Para o tempo assinalar destes a lua, *

e o sol conhece a hora de se pôr;

20 estendeis a escuridão e vem a noite, *

logo as feras andam soltas na floresta;

21 eis que rugem os leões, buscando a presa, *

e de Deus eles reclamam seu sustento.

 

22 Quando o sol vai despontando, se retiram, *

e de novo vão deitar-se em suas tocas.

23 Então o homem sai para o trabalho, *

para a labuta que se estende até à tarde.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. O Senhor tira da terra o alimento

e o vinho que alegra o coração. Aleluia.

 

Ant. 3 Deus viu todas as coisas que fizera

e eram todas elas muito boas. Aleluia.

 

III

=24 Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, †

e que sabedoria em todas elas! *

Encheu-se a terra com as vossas criaturas!

 

=25 Eis o mar tão espaçoso e tão imenso, †

no qual se movem seres incontáveis, *

gigantescos animais e pequeninos;

=26 nele os navios vão seguindo as suas rotas, †

e o monstro do oceano que criastes *

nele vive e dentro dele se diverte.

 

27 Todos eles, ó Senhor, de vós esperam *

que a seu tempo vós lhes deis o alimento;

28 vós lhes dais o que comer e eles recolhem, *

vós abris a vossa mão e eles se fartam.

 

=29 Se escondeis a vossa face, se apavoram, †

se tirais o seu respiro, eles perecem *

e voltam para o pó de onde vieram;

30 enviais o vosso espírito e renascem *

e da terra toda a face renovais. 

 

31 Que a glória do Senhor perdure sempre, *

e alegre-se o Senhor em suas obras!

32 Ele olha para a terra, ela estremece; *

quando toca as montanhas, lançam fogo.

 

33 Vou cantar ao Senhor Deus por toda a vida, *

salmodiar para o meu Deus enquanto existo.

34 Hoje seja-lhe agradável o meu canto, *

pois o Senhor é a minha grande alegria!

 

=35 Desapareçam desta terra os pecadores, †

e pereçam os perversos para sempre! *

Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Deus viu todas as coisas que fizera

e eram todas elas muito boas. Aleluia.

 

V. Felizes vossos olhos porque vêem,

R. E também vossos ouvidos porque ouvem!

 

Primeira leitura

Início do Livro do Profeta Amós 1,1―2,3

 

Sentenças do Senhor contra as nações

1,1 Palavras de Amós, que foi um pastor de Técua: visão que teve sobre Israel, no tempo de

Ozias, rei de Judá, e de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto.

 

2 Disse ele:

“O Senhor ruge desde Sião,

faz ouvir sua voz desde Jerusalém;

choramos campos dos pastores

e seca o topo do Carmelo”.

3 Assim fala o Senhor:

“Pelos três crimes de Damasco,

pelos seus quatro crimes,

não retirarei a palavra:

pois eles esmagaram Galaad com carros de fero.

4 Porei fogo na casa de Hazael

e o fogo queimará as casas de Ben-Adad;

5 quebrarei as trancas de Damasco

e destruirei a população de Biceat-Áven

e os chefes de Bet-Éden;

o povo da Síria será deportado para Quir”,

diz o Senhor.

 

6 Assim fala o Senhor:

“Pelos três crimes de Gaza,

pelos seus quatro crimes,

não retirarei a palavra;

pois eles deportaram inúmeros prisioneiros,

para fazê-los cativos em Edom;

7 e porei fogo nos muros de Gaza

e o fogo queimará suas casas;

8 destruirei a população de Azot

e os chefes de Ascalon;

voltarei minha mão contra Acaron

e se acabarão os últimos filisteus”,

diz o Senhor.

 

9 Assim fala o Senhor:

“Pelos três crimes de Tiro,

pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra:

pois eles entregaram inúmeros prisioneiros a Edom

e não se lembraram da aliança entre irmãos;

10 porei fogo nos muros de Tiro

e o fogo queimará suas casas”.

 

11 Assim fala o Senhor:

“Pelos três crimes de Edom,

pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra:

pois ele perseguiu o irmão com a espada,

tratou-o sem dó nem piedade,

levou sua raiva ao excesso

e guarda rancor para sempre;

12 porei fogo em Temã

e o fogo queimará as casas de Bosra”.

 

13 Assim fala o Senhor:

“Pelos três crimes dos filhos de Amon,

pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra:

porque eles rasgaram os ventres

das mulheres grávidas de Galaad,

para aumentar seu território;

14 vou pôr fogo nos muros de Rabá

e o fogo queimará suas casas,

em meio ao fragor da batalha,

em meio ao turbilhão da tempestade;

15 o próprio rei deles irá para o cativeiro

junto com seus príncipes”,

diz o Senhor.

 

2,1 Assim fala o Senhor:

“Pelos três crimes de Moab,

pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra:

pois eles queimaram os ossos do reide Edom,

até se reduzirem a cinzas;

2 porei fogo em Moab

e o fogo queimará as casas de Cariot;

Moab morrerá em meio à confusão,

entre estrondos e sons de trombeta;

3 expulsarei o juiz do meio deles

e junto com ele farei perecer todos os seus príncipes”,

diz o Senhor.

 

Responsório Sl 9,8b.9; Am 1,2a

 

R. Deus sentou-se para sempre no seu trono,

preparou o tribunal do julgamento.

* Julgará o mundo inteiro com justiça.

E as nações há de julgar com eqüidade.

V. De Sião o Senhor Deus há de rugir

e de lá levantará a sua voz. * Julgará.

 

Segunda leitura

Início da chamada Carta de Barnabé

 

(Cap.1,1-8;2,1-5:Funk1,3-7)

 

(Séc. II)

 

A esperança da vida é o início e o fim de nossa fé

Saúdo-vos na paz, filhos e filhas, em nome do Senhor que nos ama.

 

Por serem grandes e preciosas as liberalidades que Deus vos concedeu, mais que tudo e

intensamente me alegro por vos saber felizes e esclarecidos. Pois assim acolhestes a graça do

dom espiritual, enxertada na alma. Por isto ainda mais me felicito com a esperança de ser salvo,

ao ver realmente derramado sobre vós o Espírito vindo da copiosa fonte do Senhor.

 

Estou plenamente convencido e consciente de que ao falar convosco vos ensinei muitas coisas,

porque o Senhor me acompanhou no caminho da justiça; e sinto-me fortemente impelido a

amar-vos mais do que a minha vida, porque são grandes a fé e a caridade que existem em vós

pela esperança da vida. Tendo em consideração que, se é de meu interesse por vossa causa

partilhar convosco algo do que recebi, será minha paga servir a tais pessoas. Decidi, então,

escrever-vos poucas palavras, para que, junto com a fé, tenhais perfeita ciência.

 

São três os preceitos do Senhor: a esperança da vida, início e fim de nossa fé; a justiça, início e

fim do direito; caridade alegre e jovial, testemunho das obras de justiça.

 

Pelos profetas, o Senhor fez-nos conhecer as coisas passadas, as presentes e deu-nos saborear as

primícias das futuras. Ao vermos tudo acontecer por ordem, tal como falou, devemos nós, mais

ricos e seguros, assimilar o seu temor.

 

 Quanto a mim, não como mestre, mas como um de vós, mostrarei alguns poucos pontos, pelos

quais vos alegrareis nas circunstâncias atuais.

 

Nestes dias maus, ele mostra seu poder; empenhemo-nos, pois, de coração em perscrutar os

mandamentos do Senhor. Nossos auxiliares são o temor e a paciência; apóiam-nos a

generosidade e a continência que, aos olhos do Senhor, permanecem castas, no convívio da

sabedoria, inteligência, ciência e conhecimento.

 

Todos os profetas nos revelaram não ter ele necessidade de sacrifícios nem de holocaustos nem

de oblações, dizendo: Que tenho a ver com a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor.

Estou farto de holocaustos, de gorduras dos cordeiros; não quero o sangue de touros e de

cabritos, mesmo que venhais à minha presença. Quem exige isto de vossas mãos? Não pisareis

mais em meus átrios. Trazeis oblações de farinha? Será em vão. O incenso me é abominável;

vossos novilúnios e solenidades, não as suporto (cf. Is 1,11-13).

 

Responsório Gl 2,16; Gn 15,6

 

R. Nenhum ser se torna justo pela prática da lei,

mas pela fé em Jesus Cristo.

* Nós, também, cremos em Cristo,

a fim de nos tornarmos justificados pela fé.

V. Abraão creu no Senhor e isto foi qualificado

em seu favor, como justiça. * Nós também.

 

Cânticos

 

Ant. Sede o nosso braço forte, ó Senhor, cada manhã,

e no tempo da aflição sede a nossa salvação!

 

Cântico I Is33,2-10

 

Oração confiante na infelicidade

Em Cristo todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Cl 2,3).

 

=2 Senhor, tende piedade, pois em vós nós esperamos! †

Sede o nosso braço forte em todas as manhãs, *

e no tempo da aflição, sede a nossa salvação!

 

3 Ao ouvir vosso trovão, os povos todos põem-se em fuga *

e quando vos ergueis, se dispersam as nações.

4 Vosso despojo é amontoado, como se ajuntam as lagartas; *

todos se atiram sobre ele, feito vorazes gafanhotos.

 

5 Sublime é o Senhor, pois, habita nas alturas; *

assegura a Sião o direito e a justiça.

=6 Haverá, Jerusalém, segurança nos teus dias, †

abundante salvação, sabedoria e ciência; *

respeitar o Senhor Deus será a glória do teu povo!

 

7 Eis, de Sião, “Lareira de Deus”, seus heróis a lamentar *

e da paz os mensageiros a chorar amargamente.

=8 Estão desertos os caminhos, ninguém passa pelas ruas, †

a aliança foi rompida, as cidades desprezadas *

e não mais se considera o respeito pelo homem.

 

9 A terra está de luto e abatida desfalece; *

o Líbano esmorece e definha de vergonha.

– Sarom já se tornou semelhante a um deserto, *

e Basã e o Carmelo já perderam seu verdor!

10 Mas, agora, eu me erguerei, é o que fala o Senhor, *

vou levantar-me, neste instante, serei, agora, exaltado.

 

Cântico II Is 33,13-16

 

Deus julgará com justiça

A promessa é para vós, para vossos filhos e para todos aqueles que estão longe (At 2,39)

 

13 Vós que estais longe, escutai o que eu fiz! *

Vós que estais perto, conhecei o meu poder!

14 Os pecadores em Sião se apavoraram, *

e abateu-se sobre os ímpios o terror:

– “Quem ficará junto do fogo que devora? *

Ou quem de vós suportará a eterna chama?”

 

15 É aquele que caminha na justiça, *

diz a verdade e não engana o semelhante;

– o que despreza um benefício extorquido *

e recusa um presente que suborna;

– o que fecha o seu ouvido à voz do crime *

e cera os olhos para o mal não contemplar.

 

16 Esse homem morará sobre as alturas, *

e seu refúgio há de ser a rocha firme.

– O seu pão não haverá de lhe faltar, *

e a água lhe será assegurada.

 

Cântico III Eclo 36,14-19

 

Oração pelo povo de Deus

A vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste (Jo 17,3)

 

=14 Tende pena e compaixão do vosso povo, †

de Israel a quem fizestes primogênito *

e a quem chamastes com o vosso próprio nome!

15 Apiedai-vos de Sião, vossa cidade, *

o lugar santificado onde habitais!

16 Enchei Jerusalém com vossos feitos, *

e o vosso povo, com a luz de vossa glória!

 

17 Dai testemunho em favor dos que são vossos, *

que são vossas criaturas desde o início!

18 Fazei que se realizem as palavras, *

que em vosso nome os profetas proferiram.

– Dai recompensa aos que a vós se confiaram, *

para os profetas serem tidos verdadeiros.

 

= Ouvi as orações dos vossos servos, †

19 conforme a bênção de Aarão ao vosso povo *

e conduzi-nos no caminho da justiça,

– para que saibam os que habitam toda a terra, *

que sois o Deus, que contemplais todos os séculos.

 

Ant. Sede o nosso braço forte, ó Senhor, cada manhã,

e no tempo da aflição sede a nossa salvação!

 

Leitura do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos

16,1-20

 

Jesus de Nazaré, que foi crucificado, ressuscitou

1Quando passou o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, compraram

perfumes para ungir o corpo de Jesus. 2E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do

sol, elas foram ao túmulo. 3E diziam entre si: “Quem rolará para nós a pedra da entrada do

túmulo?” 4Era uma pedra muito grande. Mas, quando olharam, viram que a pedra já tinha sido

retirada. 5Entraram, então, no túmulo e viram um jovem, sentado do lado direito, vestido de

branco. E ficaram muito assustadas. 6Mas o jovem lhes disse: “Não vos assusteis! Vós procurais

Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui. Vede o lugar onde o

puseram. 7Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galiléia.Lá vós o

vereis, como ele mesmo tinha dito.” 8Elas saíram do túmulo e fugiram, pois estavam tomadas

de temor e espanto. E não disseram nada a ninguém porque tinham medo.

 

9Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a

Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores

de Jesus, que estavam de luto e chorando. 11Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto

por ela, não quiseram acreditar. 12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência,

enquanto estavam indo para o campo. 13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros.

Também a estes não deram crédito.

 

14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por

causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o

tinham visto ressuscitado. 15E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda

criatura! 16Quemcrer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que

acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão

novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal

algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.

 

19Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de

Deus.

 

20Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua

palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.

 

 

HINO TE DEUM (A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS)

 

A vós, ó Deus, louvamos,

a vós, Senhor, cantamos.

A vós, Eterno Pai,

adora toda a terra.

 

A vós cantam os anjos,

os céus e seus poderes:

Sois Santo, Santo, Santo,

Senhor, Deus do universo!

 

Proclamam céus e terra

a vossa imensa glória.

A vós celebra o coro

glorioso dos Apóstolos,

 

Vos louva dos Profetas

a nobre multidão

e o luminoso exército

dos vossos santos Mártires.

 

A vós por toda a terra

proclama a Santa Igreja,

ó Pai onipotente,

de imensa majestade,

 

e adora juntamente

o vosso Filho único,

Deus vivo e verdadeiro,

e ao vosso Santo Espírito.

 

Ó Cristo, Rei da glória,

do Pai eterno Filho,

nascestes duma Virgem,

a fim de nos salvar.

 

Sofrendo vós a morte,

da morte triunfastes,

abrindo aos que têm fé

dos céus o reino eterno.

 

Sentastes à direita

de Deus, do Pai na glória.

Nós cremos que de novo

vireis como juiz.

 

Portanto, vos pedimos:

salvai os vossos servos,

que vós, Senhor, remistes

com sangue precioso.

 

Fazei-nos ser contados,

Senhor, vos suplicamos,

em meio a vossos santos

na vossa eterna glória.

 

(A parte que se segue pode ser omitida, se for oportuno).

 

Salvai o vosso povo.

Senhor, abençoai-o.

Regei-nos e guardai-nos

até a vida eterna.

 

Senhor, em cada dia,

fiéis, vos bendizemos,

louvamos vosso nome

agora e pelos séculos.

 

Dignai-vos, neste dia,

guardar-nos do pecado.

Senhor, tende piedade

de nós, que a vós clamamos.

 

Que desça sobre nós,

Senhor, a vossa graça,

porque em vós pusemos

a nossa confiança.

 

Fazei que eu, para sempre,

não seja envergonhado:

Em vós, Senhor, confio,

sois vós minha esperança!

 

Oração

 

Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e

se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação, e conservando-

a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Conclusão da Hora

 V. Bendigamos ao Senhor.

R. Demos graças a Deus