III SEGUNDA

 

Invitatório

 ___________________________________________________

 

Ofício das Leituras

 

V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 R. Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:
Refeitos pelo sono,

do leito, levantamos.

Ficai com vossos filhos,

ó Pai, vos suplicamos.

 

A vós, o som primeiro,

o amor que se irradia:

sejais princípio e fim

de cada ação do dia.

 

Que a treva ceda à aurora,

a noite ao sol dourado:

e a luz da graça afaste

a sombra do pecado.

 

Lavai as nossas faltas,

Senhor, que nos salvastes;

esteja o vosso nome

nos lábios que criastes.

 

A glória seja ao Pai,

ao Filho seu também,

ao Espírito igualmente,

agora e sempre. Amém.

 

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:

 Divindade, luz eterna,

Unidade na Trindade,

proclamando vossa glória,

suplicamos piedade.

 

Cremos todos no Pai Santo,

no seu Filho Salvador

e no Espírito Divino

que os une pelo Amor.

 

Ó verdade, amor eterno,

nosso fim, felicidade,

dai-nos fé e esperança

e profunda caridade.

 

Sois o fim, sois o começo,

e de tudo sois a fonte,

esperança dos que crêem,

luz que brilha no horizonte.

 

Vós, sozinho, fazeis tudo,

e a tudo vós bastais.

Sois a luz de nossa vida,

aos que esperam premiais.

 

Bendizemos a Trindade,

Deus Eterno, Sumo Bem,

Pai e Filho e Santo Espírito,

pelos séculos. Amém.

 

Salmodia

 

Ant. 1 Vem a nós o nosso Deus e nos fala abertamente.

 

Salmo 49(50)

 

O culto que agrada a Deus

Eu não vim abolir a Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento (cf. Mt5,17).

 

I  

1 Falou o Senhor Deus, chamou a terra, *

do sol nascente ao sol poente a convocou.

2 De Sião, beleza plena, Deus refulge, *

3 vem a nós o nosso Deus e não se cala.

 

– À sua frente vem um fogo abrasador, *

ao seu redor, a tempestade violenta.

4 Ele convoca céu e terra ao julgamento, *

para fazer o julgamento do seu povo:

 

5 “Reuni à minha frente os meus eleitos, *

que selaram a Aliança em sacrifícios!”

6 Testemunha o próprio céu seu julgamento, *

porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Vem a nós o nosso Deus e nos fala abertamente.

 

Ant. 2 Oferece ao Senhor um sacrifício de louvor!

 

II  

=7 “Escuta, ó meu povo, eu vou falar; †

ouve, Israel, eu testemunho contra ti: *

Eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus!

 

8 Eu não venho censurar teus sacrifícios, *

pois sempre estão perante mim teus holocaustos;

9 não preciso dos novilhos de tua casa *

nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos.

 

10 Porque as feras da floresta me pertencem *

e os animais que estão nos montes aos milhares.

11 Conheço os pássaros que voam pelos céus *

e os seres vivos que se movem pelos campos.

 

12 Não te diria, se com fome eu estivesse, *

porque é meu o universo e todo ser.

13 Porventura comerei carne de touros? *

Beberei, acaso, o sangue de carneiros?  

 

14 Imola a Deus um sacrifício de louvor *

e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo.

15 Invoca-me no dia da angústia, *

e então te livrarei e hás de louvar-me”.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Oferece ao Senhor um sacrifício de louvor!

 

Ant. 3 Eu não quero oferenda e sacrifício;

quero o amor e a ciência do Senhor!

 

III  

=16 Mas ao ímpio é assim que Deus pergunta: †

“Como ousas repetir os meus preceitos *

e trazer minha Aliança em tua boca?

 

17 Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *

e deste as costas às palavras dos meus lábios!

18 Quando vias um ladrão, tu o seguias *

e te juntavas ao convívio dos adúlteros.

 

19 Tua boca se abriu para a maldade *

e tua língua maquinava a falsidade.

20 Assentado, difamavas teu irmão, *

e ao filho de tua mãe injuriavas.

 

21 Diante disso que fizeste, eu calarei? *

Acaso pensas que eu sou igual a ti?

– É disso que te acuso e repreendo *

e manifesto essas coisas aos teus olhos.

 

=22 Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, †

para que eu não arrebate a vossa vida, *

sem que haja mais ninguém para salvar-vos!

 

23 Quem me oferece um sacrifício de louvor, *

este sim é que me honra de verdade.

– A todo homem que procede retamente, *

eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Eu não quero oferenda e sacrifício;

quero o amor e a ciência do Senhor!

 

V. Escuta, ó meu povo, eu vou falar:

R. Eu, o Senhor, somente eu sou o teu Deus!

 

Primeira leitura

Do Livro do Deuteronômio 24,1―25,4

 

Preceitos em relação ao próximo

Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo:

1“Se um homem toma uma mulher e se casa com ela e esta depois não lhe agrada,

porque viu nela algo de inconveniente, ele lhe escreverá uma certidão de divórcio e

assim despedirá a mulher. 2Tendo saído da casa do marido, a mulher poderá casar com

outro homem. 3Mas, se o segundo marido também se desgostar dela e lhe escrever uma

certidão de divórcio e a mandar embora de casa, ou se ele morrer, 4o primeiro marido

não a poderá tomar novamente como esposa, depois de ela se ter tornado impura,

porque seria uma abominação perante o Senhor. Não deves levar ao pecado o país que o

Senhor teu Deus te dará como herança.

 

5Se um homem é recém-casado, não irá à guerra nem lhe será imposto nenhum cargo,

mas ficará livre em casa durante um ano, para se alegrar com a mulher que desposou.

 

6Não receberás como penhor as duas mós do moinho, nem mesmo a mó superior,

porque seria tomar como penhor a própria vida.

7Se alguém for apanhado em flagrante seqüestrando um dos seus irmãos, dentre os

filhos de Israel, e que o tenha vendido e recebido o preço, tal seqüestrador será morto.

Assim extirparás o mal do teu meio.

 

8Evita com muito cuidado contrair a praga da lepra, mas farás tudo o que os sacerdotes

levíticos te ensinarem, conforme eu lhes mandei, e cumpre tudo à risca. 9Lembra-te do

que o Senhor teu Deus fez a Maria, no caminho, quando saístes do Egito.

 

10Se emprestares alguma coisa ao teu próximo, não lhe invadirás a casa para te

garantires algum penhor. 11Esperarás do lado de fora que o devedor te traga o penhor.

12Se for pobre, não te deitarás com o penhor em tua casa. 13Devolve-lhe o penhor ao

pôr-do-sol, para que ele possa deitar-se com seu manto e te abençoe. Isto será para ti

uma obra justa perante o Senhor teu Deus.

 

14Não negarás a paga a um trabalhador indigente e pobre, seja ele um irmão teu seja um

estrangeiro que mora no país, numa das tuas cidades. 15Dá-lhe no mesmo dia o seu

salário, antes do pôr-do-sol, pois ele é pobre, e o salário significa o seu sustento. De

contrário, clamaria ao Senhor contra ti e tu virás a ser culpado de um pecado.

 

16Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem os filhos pela culpa dos pais: cada

um será morto pelo seu próprio pecado.

 

17Não leses o direito do estrangeiro nem do órfão nem tomes como penhor as roupas da

viúva. 18Lembra-te que foste escravo no Egito, e que o Senhor teu Deus te fez sair de lá.

Por isso te ordeno que procedas assim. 19Se, ao fazer a colheita em teu campo,

esqueceres um feixe de trigo, não voltes para buscá-lo. Deixa-o para o estrangeiro, o

órfão e a viúva, a fim de que o Senhor teu Deus te abençoe em todo o trabalho de tuas

mãos. 20Quando tiveres colhido o fruto das oliveiras, não voltarás para colher o que

ficou nas árvores. Deixa-o para o estrangeiro, o órfão e a viúva. 21Quando tiveres

vindimado a tua vinha, não deves colher os cachos que ficaram. Deixa-os para o

estrangeiro, o órfão e a viúva. 22Lembra-te que tu também foste escravo no Egito. Por

isso te ordeno que procedas assim.

 

25,1Quando dois homens tiverem uma questão judicial e forem apresentar-se ao tribunal

para o julgamento, seja absolvido o justo e condenado o culpado. 2Se o culpado merecer

a pena do açoite, o juiz o fará deitar-se por terra e mandará açoitá-lo em sua presença,

com um número de golpes proporcional ao delito. 3Contanto, porém, que os golpes não

passem de quarenta, para que não aconteça que, sendo açoitado mais vezes, as feridas

sejam tantas que teu irmão fique desonrado a teus olhos. 4Não atarás a boca do boi que

pisa o teu trigo para o debulhar.

 

Responsório Cf. Mc 12,32-33; Eclo 35,4b-5a

 

R. Ó Mestre, estás certo em dizer

que Deus é um só e não há outro

e amá-lo de todo o coração;

* E amar ao próximo como a si mesmo

vale mais do que todo holocausto,

vale mais do que todo sacrifício.

V. Quem faz misericórdia, oferece um sacrifício;

quem se afasta da maldade, tem o agrado do Senhor.

* E amar.

 

Segunda leitura

Da Constituição pastoral Gaudium et spes sobre a Igreja no mundo de hoje, do Concílio Vaticano II

 

(N.48)               (Séc.XX)

 

Santidade do matrimônio e da família

O homem e a mulher que, pela aliança conjugal, já não são dois, mas uma só carne, em

íntima união das pessoas e das atividades, prestam-se mútuo auxílio e serviço e dia por

dia fazem a experiência de sua unidade cada vez mais plena. Esta união profunda,

recíproca doação de duas pessoas, e o bem dos filhos exigem a total fidelidade dos

cônjuges e a indissolubilidade.

 

O Cristo Senhor abençoou largamente este amor multiforme, brotado da fonte do amor

divino, tendo por modelo sua união com a Igreja.

 

Assim como outrora Deus tomou a iniciativa da aliança de amor e de fidelidade com seu

povo, agora o Salvador dos homens, Esposo da Igreja, vem pelo sacramento do

matrimônio ao encontro dos esposos cristãos. Com eles permanece, dando-lhes a força

de, tal como amou a Igreja e se entregou por ela, se entregarem um ao outro, amando-se

com perpétua fidelidade. O genuíno amor conjugal é assumido no amor divino e sua

norma e riqueza são a força redentora de Cristo e a ação salvífica da Igreja. Deste modo

os cônjuges cristãos são eficazmente conduzidos a Deus, fortalecidos e ajudados na

sublime missão de pai e de mãe. É esta a razão de haver um sacramento particular para

confortar e consagrar os deveres e a dignidade do estado conjugal cristão. Munidos

desta força, cumprem sua missão conjugal e familiar, cheios do Espírito de Cristo que

impregna sua vida inteira com a fé, a esperança e a caridade, progridem sempre mais na

própria perfeição e na mútua santificação e podem assim, os dois juntos, dar glória a

Deus.

 

Os filhos, bem como todos os que com eles convivem, vendo e seguindo o exemplo dos

pais e a oração familiar, encontram mais fácil caminho de humanidade, de salvação e de

santidade. Os esposos, investidos da dignidade e da missão de paternidade e

maternidade, esforçar-se-ão por cumprir com amor a tarefa da educação, principalmente

da formação religiosa que lhes cabe em primeiro lugar.

 

Como membros vivos da família, os filhos contribuem a seu modo para a santificação

dos pais. Com gratidão, afeto e confiança, correspondem aos benefícios recebidos dos

pais. Assistem-nos filialmente nas adversidades e na solidão da velhice.

 

Responsório Ef 5,32.25b.33b

 

R. É grande este mistério;

isto é, a relação entre Cristo e a Igreja.

* Cristo amou a sua Igreja e por ela se entregou.

V. Cada um ame sua esposa como ama a si mesmo;

e a mulher, por sua vez, respeite o seu marido.

* Cristo.

 

Oração

 

Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que

possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus

Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Conclusão da Hora

 

V. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.