11 de abril

 

SANTO ESTANISLAU, BISPO E MÁRTIR

 

Memória

 

Nasceu em Szczepanów(Polônia), cerca do ano 1030. Fez seus estudos em Liège (Bélgica).

Ordenado sacerdote, sucedeu a Lamberto como bispo de Cracóvia, em 1072. Governou sua

Igreja como bom pastor, socorreu os pobres e todos os anos visitou o seu clero. O rei Boleslau,

a quem tinha censurado, mandou matá-lo em 1097.

Ofício das Leituras

V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.Aleluia.

Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

Hino

Santo mártir, sê propício

no teu dia de esplendor,

em que cinges a coroa,

o troféu de vencedor.

 

Este dia sobre as trevas

deste mundo te elevou,

e, juiz e algoz vencendo,

todo a Cristo te entregou.

 

Entre os anjos ora brilhas,

testemunha inquebrantável,

com as vestes que lavaste

no teu sangue venerável.

 

Junto a Cristo, sê agora

Poderoso intercessor;

ouça ele as nossas preces

e perdoe ao pecador.

 

 Desce a nós por um momento,

de Jesus traze o perdão,

e os que gemem sob o fardo

grande alívio sentirão.

 

A Deus Pai, ao Filho Único

e ao Espírito, a vitória.

Deus te orna com coroa

na mansão da sua glória.

Salmodia

Ant. 1
Vós sereis odiados por meu nome;
quem for fiel até o fim há de ser salvo.

Salmo 2

1 Por que os povos agitados se revoltam? *
por que tramam as nações projetos vãos?
=2 Por que os reis de toda a terra se reúnem, †
e conspiram os governos todos juntos *
contra o Deus onipotente e o seu Ungido?

3 “Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, *
“e lançar longe de nós o seu domínio!”
4 Ri-se deles o que mora lá nos céus; *
zomba deles o Senhor onipotente.
5 Ele, então, em sua ira os ameaça, *
e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz:

6 “Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, *
e em Sião, meu monte santo, o consagrei!”
=7 O decreto do Senhor promulgarei, †
foi assim que me falou o Senhor Deus: *
“Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!

=8 Podes pedir-me, e em resposta eu te darei †
por tua herança os povos todos e as nações, *
e há de ser a terra inteira o teu domínio.
9 Com cetro férreo haverás de dominá-los, *
e quebrá-los como um vaso de argila!”

10 E agora, poderosos, entendei; *
soberanos, aprendei esta lição:
11 Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória *
e prestai-lhe homenagem com respeito!

12 Se o irritais, perecereis pelo caminho, *
pois depressa se acende a sua ira!
– Felizes hão de ser todos aqueles *
que põem sua esperança no Senhor!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Vós sereis odiados por meu nome;
quem for fiel até o fim há de ser salvo.

Ant. 2 Os sofrimentos desta vida aqui na terra

não se comparam com a glória que teremos.

 

Salmo 10(11)

 

=1 No Senhor encontro abrigo; †

como, então, podeis dizer-me: *

“Voa aos montes, passarinho!

 

2 Eis os ímpios de arcos tensos, *

pondo as flechas sobre as cordas,

 – e alvejando em meio à noite *

os de reto coração!

 

=3 Quando os próprios fundamentos †

do universo se abalaram, *

o que pode ainda o justo?”

 

4 Deus está no templo santo, *

e no céu tem o seu trono;

 – volta os olhos para o mundo, *

seu olhar penetra os homens.

 

5 Examina o justo e o ímpio, *

e detesta o que ama o mal.

 =6 Sobre os maus fará chover †

fogo, enxofre e vento ardente, *

como parte de seu cálice.

 

7 Porque justo é nosso Deus, *

o Senhor ama a justiça.

 – Quem tem reto coração *

há de ver a sua face.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Os sofrimentos desta vida aqui na terra

não se comparam com a glória que teremos.

 

Ant. 3 Deus provou os seus eleitos como o ouro no crisol,

e aceitou seu sacrifício.

 

 Salmo 16(17)

 

1 Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, *

escutai-me e atendei o meu clamor!

 – Inclinai o vosso ouvido à minha prece, *

pois não existe falsidade nos meus lábios!

 2 De vossa face é que me venha o julgamento, *

pois vossos olhos sabem ver o que é justo.

 

=3 Provai meu coração durante a noite, †

visitai-o, examinai-o pelo fogo, *

mas em mim não achareis iniqüidade.

 4 Não cometi nenhum pecado por palavras, *

como é costume acontecer em meio aos homens.

 

– Seguindo as palavras que dissestes,*

andei sempre nos caminhos da Aliança.

 5 Os meus passos eu firmei na vossa estrada, *

e por isso os meus pés não vacilaram.

 

6 Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, *

inclinai o vosso ouvido e escutai-me!

 =7 Mostrai-me vosso amor maravilhoso, †

vós que salvais e libertais do inimigo *

quem procura a proteção junto de vós.

 

8 Protegei-me qual dos olhos a pupila *

e guardai-me, à proteção de vossas asas,

9 longe dos ímpios violentos que me oprimem, *

dos inimigos furiosos que me cercam.

 

10 A abundância lhes fechou o coração, *

em sua boca há só palavras orgulhosas.

11 Os seus passos me perseguem, já me cercam, *

voltam seus olhos contra mim: vão derrubar-me,

 12 como um leão impaciente pela presa, *

um leãozinho espreitando de emboscada. –

 

13 Levantai-vos, ó Senhor, contra o malvado, *

com vossa espada abatei-o e libertai-me!

 14 Com vosso braço defendei-me desses homens, *

que já encontram nesta vida a recompensa.

 

= Saciais com vossos bens o ventre deles, †

e seus filhos também hão de saciar-se *

e ainda as sobras deixarão aos descendentes.

15 Mas eu verei, justificado,a vossa face *

e ao despertar me saciará vossa presença.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Deus provou os seus eleitos como o ouro no crisol,

e aceitou seu sacrifício.

 

V. Tribulação e sofrimento me assaltaram.

R. Minhas delícias são os vossos mandamentos.

 

Primeira leitura

Da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 4,7–5,8

 

Nas tribulações manifesta-se a força de Cristo

 

Irmãos: 4,7Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder

extraordinário vem de Deus e não de nós. 8Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos

pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9perseguidos, mas

não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10por toda parte e sempre levamos em nós

mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em

nossos corpos. 11De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de

Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal. 12Assim, a

morte age em nós, enquanto a vida age em vós.

 

13Mas, sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso,

falei”, nós também cremos e, por isso, falamos, 14certos de que aquele que ressuscitou o Senhor

Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15E

tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas

faça crescer a ação de graças para a glória de Deus. 16Por isso, não desanimamos. Mesmo se o

nosso homem exterior se vai arruinando, o nosso homem interior, pelo contrário, vai-se

renovando, dia a dia. 17Com efeito, o volume insignificante de uma tribulação momentânea

acareta para nós uma glória eterna e incomensurável. 18E isso acontece, porque voltamos os

nossos olhares para as coisas invisíveis e não para as coisas visíveis. Pois o que é visível é

passageiro, mas o que é invisível é eterno.

 

 5,1De fato, sabemos que, se a tenda em que moramos neste mundo for destruída, Deus nos dá

uma outra moradia no céu que não é obra de mãos humanas, mas que é eterna.2Aliás, é por isso

que nós gememos, suspirando por ser revestidos com a nossa habitação celeste; 3revestidos,

digo, se, naturalmente, formos encontrados ainda vestidos e não despidos. 4Sim, nós que

moramos na tenda do corpo estamos oprimidos e gememos, porque, na verdade, não queremos

ser despojados, mas queremos ser revestidos, de modo que o que é mortal, em nós, seja

absorvido pela vida. 5E aquele que nos fez para esse fim é Deus, que nos deu o Espírito como

penhor.

 

6Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo,

somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8Mas estamos

cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do

Senhor.

 

Responsório Mt 5,11.12a.10

 

R. Felizes quando a vós insultarem, perseguirem

e, calúnias proferindo, disserem todo mal

contra vós por minha causa.

* Alegrai-vos e exultai,

pois a vossa recompensa no céu é muito grande.

V. Felizes os que são perseguidos

por causa da justiça do Senhor,

porque o reino dos céus há de ser deles. * Alegrai-vos.

 

Segunda leitura

Das Cartas de São Cipriano, bispo e mártir

 

(Ep.58,8-9.11: CSEL 3,663-666)     (Séc.I)

 

Combatendo o bom combate

 

Enquanto combatemos o bom combate da fé, Deus, seus anjos e o próprio Cristo nos

contemplam. Que glória imensa e que felicidade lutarmos na presença de Deus e sermos

coroados por Cristo Juiz!

 

Armemo-nos, queridos irmãos, de coragem e fortaleza, e preparemo-nos para a luta com pureza

de espírito, fé inquebrantável e generosa confiança. Avance o exército de Deus para a batalha

que nos foi proposta. O santo Apóstolo ensina como nos devemos armar e preparar: Cingi os

vossos rins com a verdade, revesti-vos com a couraça da justiça e calçai os vossos pés com a

prontidão em anunciar o evangelho da paz. Tomai o escudo da fé, o qual vos permitirá apagar

todas as flechas ardentes do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do

espírito, isto é, a Palavra de Deus (Ef 6,14-17).

 

Tomemos estas armas, protejamo-nos com estas defesas espirituais e celestes, para podermos

resistir e vencer os assaltos do demônio no dia do combate.

 

Revistamo-nos com a couraça da justiça. Com ela nosso peito estará protegido e seguro contra

as flechas do inimigo. Estejam nossos pés calçados e guarnecidos com a doutrina evangélica.

Assim, quando pisarmos e esmagarmos a serpente, não seremos mordidos nem vencidos.

 

Seguremos com firmeza o escudo da fé, para que nele seja destruído tudo quanto o inimigo

lançar contra esta proteção.

 

Tomemos também o capacete espiritual para proteger nossa cabeça; com ele, os ouvidos não

escutarão os anúncios da maldade, os olhos não verão as imagens detestáveis, a fronte

conservará incólume o sinal de Deus e a boca proclamará vitoriosamente a Cristo, seu Senhor.

 

Armemos finalmente nossa mão direita com a espada espiritual para rejeitar com determinação

os sacrifícios infames; e, lembrando-nos da eucaristia, recebamos o corpo do Senhor e vivamos

em união com ele, esperando receber mais tarde, das mãos do mesmo Senhor, o prêmio das

coroas celestes.

 

Que estas realidades, queridos irmãos, fiquem bem gravadas em vossos corações. Se o dia da

perseguição nos encontrar nestes pensamentos e meditações,o soldado de Cristo, instruído por

suas ordens e preceitos, não temerá o combate, mas estará pronto para a coroa.

 

Responsório

 

R. Este santo lutou até à morte

pela lei de seu Deus e não temeu

as palavras e ameaças dos malvados,

* Pois se apoiou sobre a Rocha que é Cristo. Aleluia.

V. As tentações deste mundo superou

e ao reino dos céus feliz chegou. * Pois se apoiou.

 

Oração

 

Ó Deus, em cuja honra o bispo Santo Estanislau tombou sob a espada dos perseguidores,

concedei-nos também perseverar firmes na fé até a morte. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso

Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Demos graças a Deus.