Ofício das Leituras

 

 V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 
R. Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

 

Hino

 

Nossas vozes te celebram,

operário São José,

que a oficina consagraste,

trabalhando em Nazaré.

 

Tão humilde tu vivias,

tendo em ti sangue de rei!

Em silêncio um Deus nutrias,

ao cumprires sua lei.

 

O teu lar era um modelo

de trabalho e de oração;

com o suor de tua face

conquistavas o teu pão.

 

Elimina os egoísmos,

dá aos pobres de comer;

possa a Igreja, Cristo místico,

sob a tua mão crescer.

 

No Deus trino, autor do mundo,

proclamemos nossa fé,

imitando a vida e a morte

do operário São José.

 

Salmodia

 

Ant. 1 José, filho de Davi,

não receies receber a Maria, tua esposa;

será Mãe de um Menino, e Jesus será o seu nome.

 

Salmo 20(21),2-8.14

 

2 Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra; *

quanto exulta de alegria em vosso auxílio!

3 O que sonhou seu coração, lhe concedestes; *

não recusastes os pedidos de seus lábios.

 

–4 Com bênção generosa o preparastes; *

de ouro puro coroastes sua fronte.

5 A vida ele pediu e vós lhe destes, *

longos dias, vida longa pelos séculos.

 

6 É grande a sua glória em vosso auxílio; *

de esplendor e majestade o revestistes.

7 Transformastes o seu nome numa bênção, *

e o cobristes de alegria em vossa face. –

 

8 Por isso o rei confia no Senhor, *

e por seu amor fiel não cairá,

14 Levantai-vos com poder, ó Senhor Deus, *

e cantaremos celebrando a vossa força!

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. José, filho de Davi,

não receies receber a Maria, tua esposa;

será Mãe de um Menino, e Jesus será o seu nome.

 

Ant. 2 José, despertando do sono,

fez aquilo que o anjo ordenara:

Recebeu sua esposa Maria.

 

Salmo 91(92)

 

I

2 Como é bom agradecermos ao Senhor *

e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo!

3 Anunciar pela manhã vossa bondade, *

e o vosso amor fiel, a noite inteira,

4 ao som da lira de dez cordas e da harpa, *

com canto acompanhado ao som da cítara.

 

5 Pois me alegrastes, ó Senhor, com vossos feitos, *

e rejubilo de alegria em vossas obras.

6 Quão imensas, ó Senhor, são vossas obras, *

quão profundos são os vossos pensamentos!

 

7 Só o homem insensato não entende, *

só o estulto não percebe nada disso!

8 Mesmo que os ímpios floresçam como a erva, *

ou prosperem igualmente os malfeitores,

– são destinados a perder-se para sempre. *

9 Vós, porém, sois o Excelso eternamente!

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. José, despertando do sono,

fez aquilo que o anjo ordenara:

Recebeu sua esposa Maria.

 

Ant. 3 José subiu de Nazaré, à cidade de Davi,

cujo nome é Belém, para alistar-se com Maria.

 

II

=10 Eis que os vossos inimigos, ó Senhor, †

eis que os vossos inimigos vão perder-se, *

e os malfeitores serão todos dispersados.

 

11 Vós me destes toda a força de um touro, *

e sobre mim um óleo puro derramastes;

12 triunfante, posso olhar meus inimigos, *

vitorioso, escuto a voz de seus gemidos.

 

13 O justo crescerá como a palmeira, *

florirá igual ao cedro que há no Líbano;

14 na casa do Senhor estão plantados, *

nos átrios de meu Deus florescerão.

 

15 Mesmo no tempo da velhice darão frutos, *

cheios de seiva e de folhas verdejantes;

16 e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: *

meu Rochedo, não existe nele o mal!”

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. José subiu de Nazaré, à cidade de Davi,

cujo nome é Belém, para alistar-se com Maria.

 

V. O justo como o lírio brotará.

R. E florirá ante o Senhor eternamente.

 

Primeira leitura

Da Carta aos Hebreus 11,1-16

 

A fé dos santos patriarcas

Irmãos: 1A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades

que não se vêem. 2Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho.

 

3Foi pela fé que compreendemos que o universo foi organizado por uma palavra de Deus.

Assim, as coisas visíveis provêm daquilo que não se vê.

 

4Foi pela fé que Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor que o de Caim; e por causa dela, ele

foi declarado justo, pois Deus aprovou a sua oferta. Graças a ela, mesmo depois de morto, Abel

ainda fala!

 

5Foi pela fé que Henoc foi arrebatado, para não ver a morte; e não mais foi encontrado, porque

Deus o arrebatou. Antes de ser arrebatado, porém, recebeu o testemunho de que foi agradável a

Deus. 6Ora, sem a fé é impossível ser-lhe agradável, pois aquele que se aproxima de Deus deve

crer que ele existe e que recompensa os que o procuram.

 

7Foi pela fé que Noé, avisado divinamente daquilo que ainda não se via, levou a sério o oráculo

e construiu uma arca para salvar a sua família. Pela fé, ele se separou do mundo, tornando-se

herdeiro da justiça que se obtém pela fé.

 

8Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como

herança, e partiu, sem saber para onde ia.

 

9Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isaac

e Jacó, os co-herdeiros da mesma promessa. 10Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus

mesmo por arquiteto e construtor.

 

11Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter

filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa. 12É por isso também que de um só

homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável

como a areia das praias do mar”.

 

13Todos estes morreram na fé. Não receberam a realização da promessa, mas a puderam ver e

saudar de longe e se declararam estrangeiros e migrantes nesta terra. 14Os que falam assim

demonstram que estão buscando uma pátria, 15e se se lembrassem daquela que deixaram, até

teriam tempo de voltar para lá. 16Masagora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria

celeste. Por isto, Deus não se envergonha deles, ao ser chamado o seu Deus. Pois preparou

mesmo uma cidade para eles.

 

Responsório Rm 4,20.22; Tg 2,22

 

R. Ante a promessa do Senhor, Abraão não vacilou,

nem perdeu a confiança, mas foi forte pela fé,

rendendo glória a Deus.

* Eis porque foi-lhe imputada sua fé para a justiça.

V. Sua fé cooperava com as obras que fazia;

e sua fé se fez perfeita mediante suas obras. * Eis porque.

 

Segunda leitura

Da Constituição pastoral Gaudium et spes sobre a Igreja
no mundo contemporâneo, do
Concílio Vaticano II

 

(N.33-34)        (Séc.XX)

 

A atividade humana no mundo

Por seu trabalho e inteligência, o homem procurou sempre mais desenvolver a sua vida.

Hoje em dia, porém, ajudado antes de tudo pela ciência e pela técnica, ele estendeu

continuamente o seu domínio sobre quase toda a natureza; e, principalmente, graças aos

meios de intercâmbio de toda espécie entre as nações, a família humana pouco a pouco se

reconhece e se constitui como uma só comunidade no mundo inteiro. Por isso, muitos bens

que o homem esperava antigamente obter sobretudo de forças superiores, hoje os consegue

por seus próprios meios.

 

Diante deste esforço imenso, que já penetra a humanidade inteira, surgem muitas perguntas

entre os homens. Qual é o sentido e o valor desta atividade? Como todas estas coisas devem

ser usadas? Qual a finalidade desses esforços, sejam eles individuais ou coletivos?

 

A Igreja, guardiã do depósito da palavra de Deus, que é a fonte dos seus princípios de

ordem religiosa e moral, embora ainda não tenha uma resposta imediata para todos os

problemas, deseja no entanto unir a luz da revelação à competência de todos, para iluminar

o caminho no qual a humanidade entrou recentemente.

 

Para os fiéis é pacífico que a atividade humana individual e coletiva, aquele imenso esforço

com que os homens, no decorrer dos séculos, tentaram melhorar as suas condições de vida,

considerado em si mesmo, corresponde ao plano de Deus.

 

Com efeito, o homem, criado à imagem de Deus, recebeu a missão de dominar a terra com

tudo o que ela contém e de governar o mundo na justiça e na santidade, isto é,

reconhecendo a Deus como Criador de todas as coisas, orientando para ele o seu ser e todo

o universo; assim, com todas as coisas submetidas ao homem, o nome de Deus seja

glorificado na terra inteira.

 

Isto diz respeito também aos trabalhos cotidianos. Pois os homens e as mulheres que, ao

procurar o sustento para si e suas famílias, exercem suas atividades de maneira a bem servir

à sociedade, têm razão para ver no seu trabalho um prolongamento da obra do Criador, um

serviço a seus irmãos e uma contribuição pessoal para a realização do plano de Deus na

história.

 

Portanto, bem longe de pensar que as obras produzidas pelo talento e esforço dos homens

se opõem ao poder de Deus, ou considerar a criatura racional como rival do Criador, os

cristãos, pelo contrário, estão convencidos de que as vitórias do gênero humano são um

sinal da grandeza de Deus e fruto de seus inefáveis desígnios. Quanto mais, porém, cresce o

poder dos homens, tanto mais aumenta a sua responsabilidade, seja pessoal seja

comunitária.

 

Donde se vê que a mensagem cristã não afasta os homens da tarefa de construir o mundo

nem os leva a negligenciar o bem de seus semelhantes; mas, antes, os impele a sentir esta

obrigação como um verdadeiro dever.

 

Responsório Cf. Gn 2,15

 

R. Colocou o Senhor Deus, no jardim do Éden,

o homem que criara,

* Para que ele o cultivasse e o guardasse, aleluia.

V. Era esta, no princípio, a condição humana.

* Para que ele.

 

Oração 

Ó Deus, criador do universo, que destes aos homens a lei do trabalho, concedei-nos, pelo
exemplo e a proteção de São José, cumprir as nossas tarefas e alcançar os prêmios
prometidos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

 

V. Bendigamos ao Senhor.

R. Demos graças a Deus.