SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE, PRESBÍTERO E MÁRTIR
Memória
Maximiliano Maria Kolbe nasceu na Polônia no dia 8 de janeiro de 1894. Ainda adolescente, ingressou na Ordem
dos Frades Menores Conventuais e foi ordenado sacerdote em Roma, no ano de 1918. Animado de filial piedade
para com a Virgem Mãe de Deus, fundou uma confraria religiosa com o nome de “Milícia de Maria Imaculada”,
que se propagou de modo extraordinário tanto em sua pátria como em outras regiões. Chegando ao Japão como
missionário, aplicou-se em difundir a fé cristã sob os auspícios e patrocínio da mesma Virgem Imaculada.
Finalmente, regressando à Polônia, tendo padecido, por ocasião da guerra que então grassava, terríveis atrocidades
no campo de concentração de Auschwitz, distrito de Cracóvia, consumou sua fecunda vida num holocausto de
caridade, a 14 de agosto de 1941.
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Ofício das Leituras
V.
Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício
das Leituras.
Hino
Santo mártir, sê propício
no teu dia de esplendor,
em que cinges a coroa,
o troféu de vencedor.
Este dia sobre as trevas
deste mundo te elevou,
e, juiz e algoz vencendo,
todo a Cristo te entregou.
Entre os anjos ora brilhas,
testemunha inquebrantável,
com as vestes que lavaste
no teu sangue venerável.
Junto a Cristo, sê agora
poderoso intercessor;
ouça ele as nossas preces
e perdoe ao pecador.
Desce a nós por um momento,
de Jesus traze o perdão,
e os que gemem sob o fardo
grande alívio sentirão.
A Deus Pai, ao Filho Único
e ao Espírito, a vitória.
Deus te orna com coroa
na mansão da sua glória.
Salmodia
Ant. 1 Vós sereis odiados por meu nome;
quem for fiel até o fim há de ser salvo.
Salmo 2
–1 Por que os povos agitados se
revoltam? *
por que tramam as nações projetos vãos?
=2 Por que os reis de toda a terra se
reúnem, †
e conspiram os governos todos juntos *
contra o Deus onipotente e o seu Ungido?
–3 “Vamos quebrar suas correntes”,
dizem eles, *
“e lançar longe de nós o seu domínio!”
–4 Ri-se deles o que mora lá nos
céus; *
zomba deles o Senhor onipotente.
–5 Ele, então, em sua ira os ameaça,
*
e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz:
–6 “Fui eu mesmo que escolhi este meu
Rei, *
e em Sião, meu monte santo, o consagrei!”
=7 O decreto do Senhor promulgarei, †
foi assim que me falou o Senhor Deus: *
“Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!
=8 Podes pedir-me, e em resposta eu
te darei †
por tua herança os povos todos e as nações, *
e há de ser a terra inteira o teu domínio.
–9 Com cetro férreo haverás de
dominá-los, *
e quebrá-los como um vaso de argila!”
–10 E agora, poderosos, entendei; *
soberanos, aprendei esta lição:
–11 Com temor servi a Deus,
rendei-lhe glória *
e prestai-lhe homenagem com respeito!
–12 Se o irritais, perecereis pelo
caminho, *
pois depressa se acende a sua ira!
– Felizes hão de ser todos aqueles *
que põem sua esperança no Senhor!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant.Vós sereis odiados por meu nome;
quem for fiel até o fim há de ser salvo.
Ant. 2 Os sofrimentos desta vida aqui na terra
Salmo 10(11)
=1 No Senhor encontro abrigo; †
como, então, podeis dizer-me: *
'Voa aos montes, passarinho!
–2 Eis os ímpios de arcos tensos, *
pondo as flechas sobre as cordas,
– e alvejando em meio à noite *
os de reto coração!
=3 Quando os próprios fundamentos †
do universo se abalaram, *
o que pode ainda o justo?'
–4 Deus está no templo santo, *
e no céu tem o seu trono;
– volta os olhos para o mundo, *
seu olhar penetra os homens.
–5 Examina o justo e o ímpio, *
e detesta o que ama o mal.
=6 Sobre os maus fará chover †
fogo, enxofre e vento ardente, *
como parte de seu cálice.
–7 Porque justo é nosso Deus, *
o Senhor ama a justiça.
– Quem tem reto coração *
há de ver a sua face.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Os sofrimentos desta vida aqui na terra
Ant. 3 Deus provou os seus eleitos como o ouro no crisol,
e aceitou seu sacrifício.
Salmo 16(17)
–1 Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, *
escutai-me e atendei o meu clamor!
– Inclinai o vosso ouvido à minha prece, *
pois não existe falsidade nos meus lábios!
–2 De vossa face é que me venha o julgamento, *
pois vossos olhos sabem ver o que é justo.
=3 Provai meu coração durante a noite, †
visitai-o, examinai-o pelo fogo, *
mas em mim não achareis iniqüidade.
–4 Não cometi nenhum pecado por palavras, *
como é costume acontecer em meio aos homens.
– Seguindo as palavras que dissestes,*
andei sempre nos caminhos da Aliança.
–5 Os meus passos eu firmei na vossa estrada, *
e por isso os meus pés não vacilaram.
–6 Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, *
inclinai o vosso ouvido e escutai-me!
=7 Mostrai-me vosso amor maravilhoso, †
vós que salvais e libertais do inimigo *
quem procura a proteção junto de vós.
–8 Protegei-me qual dos olhos a pupila *
e guardai-me, à proteção de vossas asas,
–9 longe dos ímpios violentos que me oprimem, *
dos inimigos furiosos que me cercam.
–10 A abundância lhes fechou o coração, *
em sua boca há só palavras orgulhosas.
–11 Os seus passos me perseguem, já me cercam, *
voltam seus olhos contra mim: vão derrubar-me,
–12 como um leão impaciente pela presa, *
um leãozinho espreitando de emboscada.
–13 Levantai-vos, ó Senhor, contra o malvado, *
com vossa espada abatei-o e libertai-me!
–14 Com vosso braço defendei-me desses homens, *
que já encontram nesta vida a recompensa.
= Saciais com vossos bens o ventre deles, †
e seus filhos também hão de saciar-se *
e ainda as sobras deixarão aos descendentes.
–15 Mas eu verei, justificado,a vossa face *
e ao despertar me saciará vossa presença.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. 3 Deus provou os seus eleitos como o ouro no crisol,
e aceitou seu sacrifício.
V. Tribulação e sofrimento me assaltaram.
R. Minhas delícias são os vossos mandamentos.
Primeira leitura
Da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 4,7―5,8
Nas tribulações manifesta-se a força de Cristo
Irmãos: 4,7 Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder
extraordinário vem de Deus e não de nós. 8Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos
pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9perseguidos, mas
não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10por toda parte e sempre levamos em nós
mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em
nossos corpos. 11De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de
Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal. 12Assim, a
morte age em nós, enquanto a vida age em vós.
13Mas, sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso,
falei”, nós também cremos e, por isso, falamos,14certos de que aquele que ressuscitou o Senhor
Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15E
tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas
faça crescer a ação de graças para a glória de Deus. 16Por isso, não desanimamos. Mesmo se o
nosso homem exterior se vai arruinando, o nosso homem interior, pelo contrário, vai-se
renovando, dia a dia. 17Com efeito, o volume insignificante de uma tribulação momentânea
acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável. 18E isso acontece, porque voltamos os
nossos olhares para as coisas invisíveis e não para as coisas visíveis. Pois o que é visível é
passageiro, mas o que é invisível é eterno.
5,1 De fato, sabemos que, se a tenda em que moramos neste mundo for destruída, Deus nos dá
uma outra moradia no céu que não é obra de mãos humanas, mas que é eterna.2Aliás, é por isso
que nós gememos, suspirando por ser revestidos com a nossa habitação celeste; 3revestidos,
digo, se, naturalmente, formos encontrados ainda vestidos e não despidos. 4Sim, nós que
moramos na tenda do corpo estamos oprimidos e gememos, porque, na verdade, não queremos
ser despojados, mas queremos ser revestidos, de modo que o que é mortal, em nós, seja
absorvido pela vida. 5E aquele que nos fez para esse fim é Deus, que nos deu o Espírito como
penhor.
6Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo,
somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8Mas estamos
cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do
Senhor.
Responsório Mt 5,11.12a.10
R. Felizes quando a vós insultarem, perseguirem
e, calúnias proferindo, disserem todo mal
contra vós por minha causa.
* Alegrai-vos e exultai,
pois a vossa recompensa no céu é muito grande.
V. Felizes os que são perseguidos
por causa da justiça do Senhor,
porque o reino dos céus há de ser deles. * Alegrai-vos.
Segunda leitura
Das Cartas de São Maximiliano Maria Kolbe
(O. Joachim Roman Bar, O.F.M. Conv., ed. Wybór Pism, Warszawa 1973, 41-42;226)
(Séc.XX)
Do zelo apostólico que se deve ter ao procurar a salvação e santificação das almas
Muito me alegra, caro irmão, o zelo que te inflama na promoção da glória de Deus. Pois
observamos com tristeza, em nossos tempos, não só entre os leigos mas também entre os
religiosos, a doença quase epidêmica que se chama indiferentismo, que se propaga de várias
formas. Ora, como Deus é digno de infinita glória, nosso primeiro e mais importante ideal deve
ser, com nossas exíguas forças, lhe darmos o máximo de glória, embora nunca possamos dar
quanto de nós, pobres peregrinos, ele merece.
Como a glória de Deus resplandece principalmente na salvação das almas que Cristo remiu com
seu próprio sangue, o desejo mais elevado da vida apostólica será procurar a salvação e
santificação do maior número possível. E quero brevemente dizer-te qual o melhor caminho
para este fim, isto é, para conseguir a glória divina e a santificação de muitas almas. Deus,
ciência e sabedoria infinita, sabendo o que, de nossa parte, mais contribui para aumentar sua
glória, manifesta-nos a sua vontade sobretudo pelos seus ministros na terra.
É a obediência, e ela só, que nos indica a vontade de Deus com evidência. O superior pode
errar, mas não é possível que nós, ao seguirmos a obediência, sejamos levados ao erro. Só
poderia haver uma exceção se o superior mandasse algo que incluísse – mesmo em grau
mínimo – uma violação da lei divina; pois, neste caso, o superior não seria fiel intérprete de
Deus.
Só Deus é infinito, sapientíssimo, santíssimo e clementíssimo, Senhor, Criador e Pai nosso,
princípio e fim, sabedoria, poder e amor; tudo isso é Deus. Tudo que não seja Deus só vale
enquanto se refere a ele, Criador de tudo e Redentor dos homens, último fim de toda a criação.
É ele que nos manifesta a sua adorável vontade por meio daqueles que o representam, e nos
atrai a si, querendo, deste modo, atrair por nós outras almas, unindo-as a si em amor cada vez
mais perfeito.
Vê, irmão, quão grande é, pela misericórdia divina, a dignidade de nossa condição! Pela
obediência com que ultrapassamos os limites de nossa pequenez e conformamo-nos à vontade
divina, que nos dirige com sua infinita sabedoria e prudência, a fim de agirmos com retidão.
Pode-se até dizer que, seguindo assim a vontade de Deus à qual nenhuma criatura pode resistir,
nos tornamos mais fortes que tudo.
Esta é a vereda da sabedoria e da prudência, este é o único caminho pelo qual possamos dar a
Deus maior glória. Pois, se existisse caminho diferente e mais alto, certamente Cristo no-lo teria
manifestado com sua doutrina e exemplo. Ora, a divina Escritura resumiu a sua longa
permanência em Nazaré com estas palavras: E era-lhes submisso (Lc 2,51), como nos indicou
toda a sua vida ulterior sob o signo da obediência, mostrando que desceu à terra para fazer a
vontade do Pai.
Amemos por isso, irmão, amemos sumamente o amantíssimo Pai celeste, e deste amor seja
prova a nossa obediência, exercida em grau supremo quando nos exige o sacrifício da própria
vontade. Não conhecemos, para progredir no amor a Deus, livro mais sublime que Jesus Cristo
crucificado.
Tudo isso conseguiremos mais facilmente pela Virgem Imaculada, a quem a bondade de Deus
confiou os tesouros da sua misericórdia. Pois não há dúvida que a vontade de Maria seja para
nós a própria vontade de Deus. E, quando nos dedicamos a ela, tornamo-nos em suas mãos
como instrumentos, como ela própria, nas mãos de Deus. Portanto, deixemo-nos dirigir por ela,
ser conduzidos por ela, e sejamos calmos e seguros por ela guiados: pois cuidará de nós, tudo
proverá e há de socorrer-nos prontamente nas necessidades do corpo e da alma, afastando
nossas dificuldades e angústias.
Responsório Ef 5,1-2; 6,6b
R. Tornai-vos, irmãos, imitadores de Deus
como filhos amados, e andai em amor,
como Cristo nos amou e se entregou por nós a Deus,
* Como oferta e sacrifício de perfume agradável,
V. Como servos de Cristo,
de bom grado fazendo a vontade de Deus.
* Como oferta.
Oração
Ó Deus, inflamastes São Maximiliano Maria, presbítero e mártir, com amor à Virgem
Imaculada e lhe destes grande zelo pastoral e dedicação ao próximo. Concedei-nos, por sua
intercessão, que trabalhemos intensamente pela vossa glória no serviço do próximo, para que
nos tornemos semelhantes ao vosso Filho até a morte. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Demos graças a Deus.